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quinta-feira, 23 de março de 2017

Brasil invoca "austeridade" em voto contra resolução de direitos humanos da ONU

Brasil invoca "austeridade" em voto contra resolução de direitos humanos da ONU

Brazil Photo Press/CON: <p>BRASILIA, BRAZIL - JUNE 08: Interim president of Brazil Michel Temer gestures during a meeting with business leaders at Palacio do Planalto on June 08, 2016 in Brasilia, Brazil. (Photo by Ricardo Botelho/Brazil Photo Press/LatinContent/Getty Images)</p>
Pela primeira vez o Brasil votou contra uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as obrigações financeiras e os impactos da dívida externa nos direitos humanos; voto contrário ocorre três meses após um relator da ONU criticar a Proposta de Emenda Constitucional do governo Michel Temer que congela os gastos públicos por um período de 20 anos; representante do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, alegou que "a resolução é contrária aos principais elementos da política econômica atual no Brasil, particularmente nossos esforços para retomar equilíbrio e fiscal e, dessa maneira, preservar as políticas sociais do país"

23 DE MARÇO DE 2017 ÀS 15:28 //
247 - Pela primeira vez o Brasil votou contra uma resolução do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre as obrigações financeiras e os impactos da dívida externa nos direitos humanos. O Brasil votou favoravelmente a esta resolução em 2008, 2011 e 2014 e o voto contrário ocorre três meses após um relator da ONU criticar a Proposta de Emenda Constitucional do governo Michel Temer que congela os gastos públicos por um período de 20 anos.
A representante do Brasil na ONU, Maria Nazareth Farani Azevedo, defendeu o voto contrário afirmando que "a resolução é contrária aos principais elementos da política econômica atual no Brasil, particularmente nossos esforços para retomar equilíbrio e fiscal e, dessa maneira, preservar as políticas sociais do país."
Ela disse, ainda, que a resolução em questão não reconhece que "programas de reforma estrutural são compatíveis com uma melhora nos serviços sociais".
Apesar do voto contrário do governo brasileiro, a resolução foi aprovada por 31 votos a favor e 16 contra. "Foi uma tentativa fracassada do Brasil de eliminar a capacidade da ONU de monitorar os efeitos de reformas econômicas e fiscais sobre os direitos humanos", criticou a coordenadora de Política externa da Conectas, Camila Asano.

União Europeia: 60 anos de avanços e crises UE quer proclamar unidade em seu 60° aniversário, mesmo com Brexit

União Europeia: 60 anos de avanços e crises

AFP/Arquivos / EMMANUEL DUNANDA crise do Brexit foi um novo golpe na União Europeia, já debilitada pelo avanço das formações antieuropeias
Do Tratado de Roma até Maastricht, passando pela criação do euro e pela crise migratória, seguem abaixo os momentos que marcaram os 60 anos de construção europeia:
- Ata de nascimento -
Em 9 de maio de 1950 Robert Schuman, ministro francês de Relações Exteriores, coloca a pedra fundamental europeia ao propor à Alemanha, apenas cinco anos após o fim da guerra, integrara produção franco-alemã de carvão e aço em uma organização aberta a todos os países da Europa.
Um ano depois é assinado o Tratado de Paris, que criou a Comunidade Europeia do Carvão e do Aço (CECA), pela Alemanha, Bélgica, França, Holanda, Itália e Luxemburgo.
Em 25 de março de 1957 os seis países assinam em Roma o Tratado de Fundação da Europa Política e Econômica, que institui a Comunidade Econômica Europeia (CEE), mercado comum baseado na livre circulação com a o fim das barreiras alfandegárias entre os Estados-membros.
No início de 1958 são criadas instituições comunitárias: o Conselho, a Comissão e a Assembleia Parlamentar.
- A CEE cresce -
Em janeiro de 1973 o Reino Unido, a Dinamarca e a Irlanda se unem à CEE, seguidos pela Grécia (1981), Espanha e Portugal (1986), Áustria, Finlândia e Suécia (1995).
O Tratado de Maastricht (Holanda), segunda ata de fundação da construção europeia, é assinado em 7 de fevereiro de 1992. O acordo estipula a adoção da moeda única e instaura a União Europeia.
Desde janeiro de 1993 o Mercado Único se transforma em realidade com a libre circulação das mercadorias, serviços, pessoal e capital. Apenas em março de 1995 os acordos de Schengen (Luxemburgo) permitem aos cidadãos membros da UE de viajarem sem controles fronteiriços.
Em 1 de janeiro de 2002 o euro entra na vida cotidiana de cerca de 300 milhões de pessoas. Somente Grã-Bretanha, Dinamarca e Suécia optam por conservar suas moedas nacionais.
No dia seguinte da queda do muro de Berlim, em 1989, e com a subsequente desintegração da União Soviética, os países do leste europeu começam o processo de adesão à UE.
Em maio de 2004 o bloco abre suas portas para Polônia, República Tcheca, Hungria, Eslováquia, Lituânia, Letônia, Estônia, Eslovênia, mas também para Malta e Chipre.
Bulgária e Romênia entram em 2007 e a Croácia em 2013.
- Tempos de crise -
Na primavera de 2005 a recusa a uma constituição europeia pelos eleitores franceses e holandeses mergulha a UE em uma crise institucional.
O Tratado de Lisboa, destinado a melhorar o funcionamento das instituições de uma UE ampliada, tenta tirar o bloco da crise. Foi ratificado com dificuldade em 2009.
Nesse mesmo ano o governo grego anuncia um forte aumento de seu déficit, primeira sinal de alarme de uma grande crise financeira. Grécia, Irlanda, Espanha, Portugal e Chipre pedem ajuda a seus sócios e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), que impõe drástricas medidas de austeridade.
Em plena crise financeira, a crise da dívida derruba um a um dos governos europeus, aumentando a desconfiança com a UE.
Recém saída da crise financeira, a UE enfrenta sua pior crise migratória desde o fim da Segunda Guerra Mundial, com a chegada de milhares de solicitantes de asilo. A UE fracassa na implementação de um plano de ação para conter a crise.
Em setembro de 2015 a Alemanha, que abriu suas portas aos imigrantes, reinicia o controle de fronteiras. A decisão de Berlim repercute em outros países, principalmente da Europa central, que não querem receber refugiados.
A crise do Brexit foi um novo golpe na União Europeia, já debilitada pelo avanço das formações antieuropeias. Em junho de 2016 cerca de 17,4 milhões de britânicos, 51,9% dos eleitores, votam a favor da saída do Reino Unido da UE, algo nunca imaginado.

UE quer proclamar unidade em seu 60° aniversário, mesmo com Brexit

AFP/Arquivos / Daniel SORABJIA celebração será assombrada pelo Brexit, cujo lançamento será feito pelo Reino Unido quase imediatamente depois, em 29 de março
É uma Europa em plena tempestade que irá comemorar neste fim de semana, em Roma, o 60º aniversário de seu tratado fundador, proclamando sua unidade e seu "futuro comum", superando os ventos da discórdia, dúvida e o desafio populista.
A celebração será assombrada pelo Brexit, cujo lançamento será feito pelo Reino Unido quase imediatamente depois, em 29 de março.
Brexit, onda migratória, crise econômica, terrorismo, isolacionismo: Concebida por seis países para reconstruir a Europa após a Segunda Guerra Mundial, a União Europeia a vinte e sete corre o risco de desaparecer?
Todos - dos federalistas aos nacionalistas - concordam em reconhecer que a UE atravessa a pior crise desde o seu nascimento, em 25 de março de 1957, em Roma.
"O momento atual é o de imaginar que todos nós podemos fazer a mesma coisa juntos", admitiu recentemente o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, que defende "uma Europa a várias velocidades".
- Declaração de Roma -
Há 60 anos, Alemanha, França, Itália e os países do Benelux se comprometeram em "estabelecer os fundamentos de uma união cada vez mais estreita entre os povos europeus".
Sábado, em Roma, os chefes de Estado e de Governo dos 27 da UE vão se reunir no Salão dos Horácios e Curiatii onde o tratado histórico foi assinado (na verdade, dois tratados: um econômico, outro atômico).
O encontro acontecerá sem a britânica Theresa May, que decidiu ativar o processo de separação do bloco europeu quatro dias depois.
Em uma declaração solene, os 27 vão afirmar sua "determinação em tornar a União mais forte e mais resistente, graças a uma maior unidade e solidariedade entre nós". Uma "união indivisível", em reação ao Brexit.
"Roma deve marcar o início de um novo capítulo" para uma "Europa unida a 27", estima Jean-Claude Juncker.
Mas, além da profissão de fé e "belas palavras", os líderes europeus sabem que a UE, se quiser se salvar, deve "se aproximar de seus cidadãos", conforme solicitado pelo presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, em um artigo na jornal francês Le Monde.
Trata-se de responder aos populistas que, como a francesa Marine Le Pen, presidente do partido Frente Nacional (FN), denunciam em nome do "povo" as "derivas totalitaristas" da UE e defendem a saída do euro.
- União em diferentes velocidades -
Para fazer avançar o projeto europeu, o presidente da Comissão revelou em 1º de março, em um "Livro Branco" sobre o futuro pós-Brexit, cinco pistas de reformas da UE.
Um dos cenários sugere "uma reorientação" para o mercado único, para levar em conta o fato de que os 27 "não são capazes de encontrar um terreno comum em um número crescente de assuntos".
Outro propõe "fazer muito mais juntos", na direção de um Estado federal, por meio da expansão da divisão de poderes entre os 27 e acelerando a tomada de decisões da UE.
Entre as duas opções, faixas intermediárias são desenhadas, como a de uma Europa "a várias velocidades" - apoiada por Paris e Berlim - "onde aqueles que querem mais possam fazer mais juntos", por exemplo em termos de defesa, segurança ou União econômica e monetária (UEM).
Correndo o risco de reforçar a impressão "de um sistema complicado", tornando a UE "ainda mais incompreensível do que hoje" para meio bilhão de cidadãos.
"A Europa diferenciada já é uma realidade - alguns países pertencem a zona do euro, alguns não - sem que isso motive os menos integrados a acelerar o passo", explica à AFP Charles de Marcilly, responsável em Bruxelas da Fundação Schuman.
No entanto, uma União em "velocidades diferentes" choca-se contra a recusa dos países da Europa Oriental e Central, últimos a entrar no bloco, que temem ser excluídos do "clube" em razão de sua hostilidade recorrente aos projetos de Bruxelas, como demonstrado por Varsóvia na última cúpula da UE.
"Na verdade, aqueles que temem este mosaico europeu, temem ser relegados para a segunda divisão", observa Marcilly.
"Além disso, o equilíbrio vai ser sutil para avançar sem excluir, progredir sem estigmatizar", prevê ele, observando que "as eleições de 2017 (na França e na Alemanha) não permitem grandes compromissos: não define-se as táticas sem conhecer seu capitão e a força da sua equipe".

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Terceiro profissional da imprensa é morto em menos de um mês no México Falta de gasolina causa longas filas na Venezuela




Terceiro profissional da imprensa é morto em menos de um mês no México
AFP / Heber ARMENDARIZO corpo da jornalista Miroslava Breach foi encontrado em seu veículo em Chihuahua
A jornalista Miroslava Breach Velducea foi assassinada na madrugada desta quinta-feira (23) em Chihuahua, cidade ao norte do México e próxima à fronteira com os Estados Unidos, informou a polícia.
Trata-se do terceiro jornalista morto violentamente no país desde o início de março.
Breach, de 54 anos, trabalhava para os jornais mexicanos "La Jornada" e "Norte de Juárez", e foi encontrada morta no interior de seu carro, baleada várias vezes na cabeça, destacou a polícia estatal em comunicado.
Os supostos responsáveis estavam a bordo de um carro sedan de cor branca, acrescentaram sem mais detalhes.
Breach tinha uma carreira de mais de 20 anos e fez a cobertura de temas sobre crime organizado e narcotráfico, além de questões relativas à corrupção no governo.
A sua morte aumenta para três o número de jornalistas assassinados no México desde o início do mês de março.
No domingo foi assassinado também o mexicano Ricardo Monlui Cabrera quando saía, acompanhado de sua mulher e filho, de um restaurante em Veracruz (leste), considerado o estado mais perigoso do país de acordo com organizações internacionais sobre o trabalho jornalístico.
No dia 2 de março, o jornalista Cecilio Pineda foi morto por tiros no estado de Guerrero.



Falta de gasolina causa longas filas na Venezuela




AFP / FEDERICO PARRAO abastecimento para Caracas chega do Puerto La Cruz (estado de Anzoátegui, norte)
Longas filas se formaram nesta quinta-feira em postos de gasolina de Caracas e outras cidades venezuelanas depois que uma falha logística afetou o fornecimento de combustível.
Diante dos problemas, os usuários se concentraram nos postos que foram reabastecidos desde a noite de quarta-feira, constataram jornalistas da AFP.
"Se você tem carro, traga-o e abasteça-o rápido porque essa gasolina acaba hoje", disse um funcionário de um posto de gasolina do leste da capital, onde havia duas filas extensas de veículos.
O vice-presidente da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA), Ysmel Serrano, informou na noite de quarta-feira que os atrasos no transporte marítimo geraram o problema que, garantiu, está sendo atendido.
O abastecimento para Caracas chega do Puerto La Cruz (estado de Anzoátegui, norte), mas Serrano não detalhou a origem da falha.
"Contamos com gasolina suficiente produzida em nossas refinarias. Continuamos redobrando o atendimento até estabilizar a distribuição. A PDVSA pede calma e que não acreditem em falsos rumores de setores que estimulam o caos", escreveu o diretor no Twitter.
Alguns, como Luis Valero, tentavam acalmar a situação. "É um problema de transporte, não de produção. O certo é que vou tarde para o trabalho, mas o que podemos fazer?", disse à AFP enquanto abastecia em um posto da avenida Francisco de Miranda, que fechou na quarta-feira como vários outros da cidade.
Outra dor de cabeça
Em outra fila, um taxista afirmava que vários postos de gasolina já estavam prestando o serviço normalmente, e atribuiu as filas à avalanche de rumores nas redes sociais de que Caracas ficaria sem gasolina nesta quinta-feira.
A Venezuela, o país com maiores reservas petrolíferas do mundo, tem a gasolina mais barata do planeta. O litro de 91 octanas (tipo premium) custa um bolívar (0,0014 dólares na taxa de câmbio oficial mais alta); o de 95 octanas (tipo premium superior), seis bolívares (0,0084 dólares).
Com um dólar paralelo (3,8 vezes mais alto que o oficial) é possível comprar 2.900 litros de gasolina de 91 octanas.
Nos estados Zulia e Táchira, fronteiriços com a Colômbia, várias postos de gasolina pararam de funcionar desde a quarta-feira, constatou a AFP. Nessas regiões têm ocorrido falhas de abastecimento há vários meses.
Por isso, com a informação da PDVSA muitos em Maracaibo (capital de Zulia) saíram alarmados para abastecer, formando filas anormais.
Algo parecido aconteceu em San Cristóbal - capital de Táchira -, onde na quinta-feira verificaram-se longas filas. A cidade tem restrições especiais para a venta devido ao contrabando para a Colômbia.
Esta situação gera dor de cabeça aos venezuelanos, que enfrentam uma escassez crônica de alimentos e medicamentos, a inflação mais alta do mundo (projetada pelo FMI em 1.660% para este ano) e uma criminalidade galopante.
"Não há comida, não há remédios, não há gasolina, não há água, não há luz, a única coisa que há é um governo de corruptos e indolentes", queixou-se no Twitter o deputado opositor Miguel Pizarro.

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Obama advierte del impacto del cambio de la ley sanitaria sobre los estadounidenses

Obama advierte del impacto del cambio de la ley sanitaria sobre los estadounidenses

AFP/Archivos / Yuri GripasEl entonces presidente saliente de EEUU, Barack Obama, durante una rueda de prensa en la Casa Blanca, en Washington, el 18 de enero de 2017
El expresidente estadounidense Barack Obama rompió este jueves su largo silencio desde que dejó la Casa Blanca para advertir contra cualquier cambio del actual sistema público de salud que pueda golpear a millones de estadounidenses.
"Nuestro punto de partida debería ser que cualquier cambio a nuestro sistema de salud sea para mejorarlo y no hacerlo peor para millones de trabajadores estadounidenses", expresó el exmandatario en un comunicado, horas antes de una votación en el Congreso que podría modificar el modelo conocido como 'Obamacare'.
En su nota, emitida al cumplirse este jueves el séptimo aniversario de la aprobación de este sistema de salud, el expresidente señaló que el 'Obamacare' fue el primer modelo en el país en definir la salud pública como un derecho de todos.
"Después de un siglo de conversaciones, décadas de intentos y un año de debate partidario, nuestra generación tuvo éxito. Finalmente, declaramos que en Estados Unidos el cuidado de salud no es un privilegio para pocos, sino un derecho de todos", apuntó.
Sin embargo, recordó que en cada oportunidad insistió en que era necesario "seguir construyendo a partir de esa legislación".
El presidente, Donald Trump, prometió durante su campaña eliminar el sistema 'Obamacare' y este jueves el Congreso debe iniciar el debate para votar un proyecto de ley -ya llamado 'plan Trump'-, en una discusión que deberá ser extensa y difícil.
Diversas fuentes sostienen que el plan propuesto por la Casa Blanca dejará a un enorme número de estadounidenses sin cobertura médica, un contingente que una oficina de estadísticas del propio Congreso estimó en unos 14 millones de personas.

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Funerales de Martin McGuinness en su ciudad de Derry

Funerales de Martin McGuinness en su ciudad de Derry

AFP / Paul FaithVarios representantes del partido Sinn Féin transportan el 23 de marzo de 2017 el féretro del fallecido ex vice primer ministro de Irlanda del Norte Martin McGuinness en la localidad de Derry (norte)
Los funerales de Martin McGuinness, que pasó de comandante del IRA en Irlanda del Norte a liderar el proceso de paz en la provincia británica, se celebraban este jueves en Derry, su ciudad natal.
El ataúd del ex primer ministro de Irlanda del Norte, fallecido el martes, fue transportado hasta la iglesia Santa Columba de Derry, donde se celebra una misa. El féretro iba recubierto con una bandera irlandesa.
El expresidente estadounidense Bill Clinton y el ex primer ministro británico Tony Blair asistieron a los funerales. También estaban presentes el presidente de Irlanda, Michael D. Higgins, y su primer ministro, Enda Kenny.
McGuinness murió a los 66 años en un hospital de Derry, en el noroeste de Irlanda del Norte.
Junto a Gerry Adams, McGuinness fue la cara visible de los republicanos en el proceso que desembocó en los acuerdos de paz de Viernes Santo en 1998, que pusieron fin a tres décadas de un conflicto abierto entre los católicos leales a Dublín y los protestantes leales a Londres y que dejó más de 3.500 muertos.
Tras la ceremonia religiosa, Martin McGuinness será enterrado en el cementerio de la ciudad.

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Detenido en Amberes un conductor armado por "poner en peligro" a peatones

Detenido en Amberes un conductor armado por "poner en peligro" a peatones

Belga/AFP / Tamara Van HasseltEl vehículo del hombre que puso en peligro a los peatones de una arteria comercial en Amberes, según las fuerzas de seguridad, al ser retirado de un aparcamiento donde estaba tras ser detenido su conductor, el 23 de marzo de 2017
Las fuerzas de seguridad belgas detuvieron este jueves a un conductor por circular a "gran velocidad" por la principal arteria comercial de Amberes (norte) con armas en el maletero, un día después que tres personas murieran en un ataque yihadista en Londres.
Alrededor de las 10H45 (09H45 GMT), un vehículo con matrícula francesa circulaba por la arteria comercial de Meir a "gran velocidad", "poniendo en peligro en varias ocasiones" a los peatones, indicó la fiscalía federal belga, encargada de los casos de terrorismo.
El primer ministro belga, Charles Michel, evitó calificar los hechos de ataque, evocando simplemente un "incidente sospechoso". Una fuente de las autoridades belgas emplazó a conocer primero lo que la investigación revele sobre "sus intenciones".
Las fiscalía belga identificó al detenido como Mohamed R., un hombre de 39 años de nacionalidad francesa y residente en Francia, aunque una fuente de la policía gala aseguró que se trata de un tunecino con tarjeta de residencia en Francia.
El conductor "se dio a la fuga" cuando "militares intentaron interceptar el vehículo", antes de ser detenido "un poco más tarde" por "el equipo de intervención rápida de la policía de Amberes", indicó el ministerio público. No se informó de eventuales heridos.
En el maletero del vehículo, las fuerzas de seguridad hallaron "armas blancas" y "un bidón" con un "producto todavía por determinar" en su interior, así como un fusil, precisó.
Según una fuente cercana a la investigación, el hombre, conocido por delitos comunes, se encontraría "bajo la influencia" de alguna substancia, que no pudo precisar.
"Según las primeras informaciones no estaba fichado como radicalizado", indicó otra fuente próxima a la investigación, que precisó que las únicas infracciones conocidas de este hombre residente en Lens (norte de Francia) giraban en torno a conducir en estado de embriaguez o al consumo de estupefacientes.
Belga/AFP / Virginie Lefour
El jefe de la policía local, Serge Muyters, describió en rueda de prensa al conductor como "un hombre de origen norteafricano", que iba vestido de "camuflaje".
- Vigilancia reforzada -
"La vigilancia se reforzó en Amberes, lo que quiere decir que hay mayor vigilancia policial en los lugares donde hay muchas personas", agregó.
Imágenes en las redes sociales mostraban a los investigadores examinando un vehículo de color borgoña cerca del muelle del río Escalda.
Los hechos llegan un día después que Bélgica conmemorara el primer aniversario de los atentados yihadistas de Bruselas que mataron a 32 personas. Y tras dos ataques en menos de una semana, en Londres y en el aeropuerto parisino de Orly.
El alcalde de Amberes, Bart de Weber, que según la agencia Belga evocó un "posible atentado terrorista", agradeció en la red Twitter "a los militares que intervinieron, a los servicios de policía y al equipo de intervención rápida".
AFP / Simon MALFATTO, Kun TIANLocalización de Amberes
Desde los atentados yihadistas en París en noviembre de 2015 y en la capital belga en marzo de 2016, ambos revindicados por la organización Estado Islámico (EI), Bélgica se encuentra en un nivel de alerta terrorista 3 en una escala de 4.
Además, las operaciones y redadas policiales tienen lugar casi todas las semanas y los militares siguen patrullando las grandes ciudades del país, especialmente los lugares más delicados o importantes.
Amberes, la segunda ciudad más grande Bélgica y segundo puerto europeo tras el holandés Rotterdam, acoge una importante comunidad de origen extranjero y confesión musulmana, así como una importante comunidad judío ortodoxa, famosa por sus actividades en el sector del diamante.

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El grupo EI reivindica atentado de Londres, cuyo autor fue identificado

El grupo EI reivindica atentado de Londres, cuyo autor fue identificado

AFP / Daniel Leal-OlivasUna rosa en homenaje a las víctimas del atentado del 22 de marzo en Westminster, centro de Londres, al día siguiente del ataque
El grupo yihadista Estado Islámico (EI) reivindicó este jueves el atentado de Londres que dejó 3 muertos y 40 heridos, y que según las autoridades fue cometido por Khalid Masood, de 52 años, condenado en el pasado por delitos comunes.
"El autor del ataque frente al Parlamento británico en Londres es un soldado del EI" y su acción respondió al llamamiento a atacar "a los países de la coalición" internacional antiyihadista, indicó Amaq, la agencia de propaganda del Estado Islámico.
Nacido en Reino Unido, Masood "no era objeto de ninguna investigación en la actualidad" pero "tenía varias condenas por agresiones (...) y delitos de desórdenes públicos", aunque no por delitos de terrorismo, según la policía. Su última condena databa de diciembre de 2003, hace más de 13 años, por posesión de arma blanca.
Entre tanto, el Parlamento británico volvió al trabajo este jueves.
Tras un minuto de silencio, la primera ministra británica, Theresa May, se dirigió a la Cámara y afirmó que Masood había sido "investigado hace años en una ocasión por el Mi5 (servicio de inteligencia) por sospechas de violencia extremista", un extremo que no figuraba en el comunicado posterior de la policía. "No tenemos miedo", dijo May desafiante, asegurando: "Nunca vacilaremos frente al terrorismo".
AFP / Adrian DennisTuristas y transeúntes en el puente de Westminster, en el centro de Londres, el 23 de marzo de 2017 tras la reapertura de esta vía al público, al día siguiente del atentado que costó la vida a cuatro personas, incluido el agresor
Masood arrolló con su coche a los peatones antes de acuchillar a un policía que custodiaba el Parlamento y ser abatido por la policía, en un atentado de "una terrible violencia", en palabras de la reina Isabel II.
- Ocho detenidos -
Ocho personas fueron detenidas en seis domicilios británicos en el marco de la investigación por el atentado de la víspera en Londres, anunció este jueves la policía británica.
Las pesquisas se desarrollan en Londres, Birmingham y otros puntos del país, dijo en una comparecencia ante la prensa Mark Rowley, comandante de la unidad antiterrorista de Scotland Yard.
Uno de los autores de los atentados de Bruselas y París, Mohamed Abrini, residió en Birmingham, en el centro de Inglaterra.
El del miércoles fue el más mortífero en Reino Unido desde los atentados suicidas del 7 de julio de 2005 en Londres, que dejaron 56 muertos, incluidos los cuatro kamikazes.
- Una mujer de origen español y un turista de EEUU entre los muertos -
PRU/AFP / -Theresa May habla sobre el atentado de Londres este jueves 23 de marzo en el Parlamento británico, en una imagen tomada de su servicio audiovisual
Las tres víctimas mortales, además del agresor, son la británica de origen español Aysha Frade, de 43 años, profesora y madre de dos niñas, el turista estadounidense Kurt Cochran, de una cincuentena, y el policía Keith Palmer, de 48.
En Betanzos, la localidad gallega próxima a La Coruña donde viven las hermanas de la víctima de Frade, la noticia se extendió rápidamente, explicó a la AFP Manuel Ares, de 86 años, amigo de su madre, entrevistado por la AFP.
"Estamos muy afectados, aquí la conocía todo el mundo". La madre de Aysha Frade, María del Carmen Caldelas, emigró a Londres de joven, se casó y tuvo tres hijas.
Frade, casada con un portugués, "venía todos los veranos a Betanzos", recordó Ares. Sus hermanas tenían una academia de inglés en la localidad, cuyo alcalde decretó tres días de luto.
Por su parte, el presidente estadounidense, Donald Trump, expresó su pésame por la muerte de Cochran, "un gran estadounidense".
Los heridos, entre los que había siete graves, constituían también un mosaico de nacionalidades, 11 en total: británicos, franceses, surcoreanos, griegos, un alemán, un polaco, un irlandés, un italiano y un estadounidense, explicó May.
AFP / Daniel SorabjiPrimeras páginas de los diarios británicos de este 23 de marzo de 2017, informando del atentado en pleno centro de Londres la víspera
- Tributo en Westminster -
Este jueves por la tarde estaba previsto un homenaje a las víctimas frente en Westminster, una zona que alberga el Big Ben, la sede del Parlamento y la mayoría de ministerios y dependencias gubernamentales, y que hoy estaba particularmente silenciosa.
El perímetro en torno al Parlamento estuvo acordonado. El puente de Wesminster, donde los investigadores seguían trabajando por la mañana, abrió finalmente a primera hora de la tarde.
El incremento de la presencia policial en la ciudad era visible y las portadas de todos los diarios estaban ocupadas totalmente por el atentado, con titulares como "Terror en Westminster" (The Guardian), o "El maníaco que acuchilló al Reino Unido en el corazón" (The Sun).

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